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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cinema-Crítica: O Gigante de Ferro

mesmo sendo de ferro ele é puro coração! /narradordasessaodatarde


O Gigante de Ferro, para muitos é um clássico, para outros um filme perfeito, e certamente para quase todos um filme surpreendente já que no caso da maioria que se porpôs a ver a história de um robô gigante amigo de um menino, não dava pra imaginar que ali estaria esse filme inesquecível; Isso aconteceu não só com o publico adulto, aconteceu comigo quando moleque de 11 anos na primeira vez que vi o filme, ou mesmo possivelmente com alguem que correu atrás dele por sua fama cult ou devido a seu diretor que alcansou a fama com Os Incríveis e Ratatouille.

Um dos grandes méritos do filme certamente foi o efeito surpresa, ninguem esperava que esse filme fosse tão bem feito, e é isso que faz toda a diferença nesse caso ja que O Gigante de Ferro, além de tecnicamente primoroso(o visual é sensacional), tira da direção de Brad Bird toda a fascinação que gera, já que no caso a condução e o carinho pela história foi a alma do negócio.




Me surpreendente que, desde aquela época Bird já mostrou o quanto sabe dirigir um filme, e sem medo digo, mostrou da mesma forma como só os meus diretores favoritos conseguem, eu sinto prazer em ver um filme do Bird assim como em ver obras de outros grandes diretores, como Alfred Hitchcook ou Martin Scorsese, claro, Bird não faz questão de emular ninguem, mas impregna a sua marca de um cara que sabe nos minimos detalhes como o cinema funciona e transparece em seus filmes em forma de qualidade a sua habilidade, como disse John Lasseter, atual presidente criativo da Disney, quando estudava junto com Bird na escola de animação: "Bird será o maior de todos nós".


Sinopse do filme: Hogarth Hughes é um garoto que mora no Manie, EUA, em época de Guerra fria, na década de 50. Corre na cidade um boato de que uma criatura desconhecida atacou o barco de um pescador, coisa que ninguém leva a sério mas que chamou sua atenção, num dia Hogarth entra em contato com a tal criatura, um gigante feito de ferro que ele descobre ser amistoso e ter uma inteligência própria, com o tempo Hogarth tenta esconder a criatura de todos, exceto de um amigo seu, um homem que tem um ferro velho, mas é investigado por um detetive que está no local devido as situações estranhas causadas pelo gigante(que as pessoas não sabiam ao certo o que era) e com o tempo tem a certeza da ligação do garoto com os incidentes e de que o tal gigante é uma arma soviética.




Fazendo o uso de seu inegável talento Brad Bird consegue a façanha de sugar, quase que sem deixar chances de escolha nós, o publico, e não só um público específico, mas todo o publico, devido a universalidade como trata tudo onde põe a mão.

Aqui neste filme Bird ja demonstrava sua genialidade, ele sabe contar uma história, de muitas formas, através de imagem, através do que o publico espera de um filme, ele conhece cinema, ele conhece o que é filmar e com este pleno domínio ele nos imerge em seu filme, como "algo subliminar" nós somos trazidos para o que de fato é O Gigante de Ferro, sobre o que é esse filme, sobre o que é esse mundo, e o que acontece durante o tempo 'da projeção', isso faz o filme ser um primor narrativo e rico em detalhes.




A forma nocauteadora de Bird para comunicar narrativamente o que precisa fica evidente a partir de suas geniais tomadas onde há varios detalhes que tem o intuito de comunicar alguma coisa, enriquecer a cena, nos trazer mais para o filme, isso fica evidente em cenas como quando Hogarth está na sala de aula e fala sobre o que ele sabe sobre a tal 'máquina gigante' que virou lenda em sua cidade, só nessa tomada, além do trabalho primoroso de Bird para contrui-la, certamente inspirado nos trabalhos de outros grandes diretores(que o diretor sempre fez questão que os animadores chefes de sua equipe estudassem), Bird também usa detalhes para comunicar muito sobre como a cidade vê a situação, como está se desenrolando a questão politica da época e a consequência disso na vida das pessoas(já que um video mostra para crianças o que eles devem fazer em caso de ataque nuclear) e ainda brinca quando ele liga o fato do garoto falar sobre explosões e elas aparecerem ao fundo(por causa do vídeo projetado) tomando parte considerável da tela devido a posição de câmera.


A questão que falo de como Bird sabe comunicar e trabalhar em cima de padrões e coisas no imaginário do público, isso está em suas metáforas que não querem falar por si, mas sim auxiliar a comunicação do expectador com o que acontece, exempo disso é uma simples frase que Hogarth fala no início(que o robô está escangalhado por ter um amassado na cabeça) e como isso ao fim do filme se liga com o fato do robô estar redescobrindo sua origem, o mesmo vale também pra questão do gigante se alimentar de metal, por uma ótica realista ele talvez não precisasse disso ou então precisa-se de um combustível "de verdade", mas isso não é um detalhe que o filme precise, ao contrário da questão dos metais, além de ser um combustível que leva ao desenrolar de história muito melhor.




Esta historia por si já é muito maneira mesmo se assemelhando bastante a outros filmes em que um menino lida com alguma criatura que ele acha fantástica e tal(esse tema vai desde E.T. a Meu amigo Frankstein) mas que faz todo o sentido no cenário onde está incluída. A largada é a mesma, mas o desenvolvimento é bem diferente.

O Gigante de Ferro não é um filme de humor, mas lida com ele de forma que pra mim grande parte dos filmes deveriam, em determinadas situações e em momentos propícios, e principalmente, tem a ver com personagens e o fato de ser um filme protagonizado por um juvenil.


Uma coisa legal do filme é como ele trata seu "vilão", ele não merece morrer, ele não é uma figura surreal, ele tem defeitos muito humanos e muito convincentes, de certa forma no personagem está projetada a paranóia que estava na mente de muitas pessoas na época, ele é o equívoco, puro e simples. um personagem de certa forma comum e que suas ações tem resultados "gigantes".




Outro ponto importante: O Gigante de Ferro é um filme universal, é inteligente mas não é complexo para um publico jovem e é tão bem feito em tantas camadas diferentes que talvez não entender certos detalhes não atrapalhará em nada o entendimento das crianças; Não só inteligente, ele não é violento mas é convincente em relação ao perigo, não é agressivo mas sabe transmitir tensão.

Isso o faz ser um dos filmes mais adequados a qualquer faixa de idade e tipo de público, talvez uma das animações que melhor fazem isso, é um filme ao mesmo tempo carismático, engraçado(quando precisa) mas inteligente, dramático e estiloso.


Talvez o único deslize de O Gigante de Ferro sejam coisas que no filme acontecam talvez rapido demais, isso talvez se deve ao fato de Bird ter cortado algumas cenas por problemas de produção, como ele afirma no DVD Edição Especial lançado nos EUA(que eu não vi, mas estou me baseado no que me disseram sobre ele).




Devido ao fracasso comercial o filme com o tempo foi alcansando o status de cult, foi visto por poucos, mas quem via o aclamava e o recomendava sem pestanejar, com o passar dos anos e com o reconhecimento maior do diretor Brad Bird a partir de seus filmes novos e sucessos de bilheteria, o filme foi alcansando a fama que merecia inicialmente, como certamente uma das melhores animações da década de 90.

Infelizmente O Gigante de Ferro, assim como o excelente Gatos não Sabem Dançar(do mesmo estúdio), tiveram um trabalho de publicidade ridículo, a Warner Bros. não apostou no potencial dos filmes e eles foram mal de bilheteria.



No fim O Gigante de Ferro é uma história super emocionante, muito bem feita e sem exageros e que consegue potencializar mensagens simples e bonitas em um clímax absurdamente sensacional e bem executado, certamente um filme inesquecível por todas as suas peças estarem no lugar e bem lubrificadas, sim, com o perdão do trocadilho. :D


ps: este filme tem simplismente 2 personagens que também aparecem em Os Incríveis (pelo menos são visualmente idênticos, tirando o fato de em um serem "2D" e no outor "3D"). isso mesmo! estes 2 personagens são a caricatura de 2 veternanos animadores, Frank Thomas e Ollie Johston. eles aparecem em O Gigante de Ferro na cena do trem descarrilhado e em os Incríveis na sequência final quando um deles afirma "está vendo? como nos velhos tempos.".

ps: a HQ The Spirit é citada(na verdade mostrada) no filme e pouco tempo após Os Incríveis ser lançado Brad Bird foi cogitado para dirigir a adaptação cinematográfica do personagem, que no fim das contas ficou com Frank Miller e deu nisso aqui.

ps: estas escalas abaixo são meramente figurativas, o que interessa é a nota em negrito, ela só serve para dizer o quanto o filme atende às expectativas em certos objetivos.




escala recomende para crianças na aula de história: 9
escala homenagem a quadrinhos: 10
escala "quero rir pra caraca": 3
escala filme pra ver com geraúl!: 10

Nota: 10



leia outras resenhas
de animações clicando aqui


4 comentários:

Tee disse...

Quanto vi a imagem do filme fiquei com medo de você falar mal desse filme não sei por que falaria, mais é que eu adoro tanto esse filme que ficaria puto da vida se ouvisse uma critica ruim por que eu simplesmente amo, serio amo esse filme, não sou cinefilo, não lembro nomes de diretores quando vejo um filme, não tenho uma coleção de dvds, nem gosto de ver um filme mais de uma vez, mais esse filme eu sempre vejo quando dá, tenho no pc, já aluguei, já vi na TV vejo toda vez que passa, por que simplesmente eu o amo

Jonathan Rodrigues (Conta do Orkut) disse...

pow Tee, que bacana, isso é uma das coisas que mais gosto nesse filme, o fato dele agradar um grupo amplo de pessoas, é difícil achar quem não goste(na verdade eu nunca achei), eu também já o assisti muitas vezes.

vivi ferreira disse...

esse filme é tudo e mais um pouco
brad bird é genio jooo
bjokas,
vivi

p.s: tem promoção no cinefilando, vai lá:D

sapao318 disse...

eu lembro quando esse filme saiu nas locadoras aqui em RS! SEM AVISO E CARTAZ NENHUM...um dia fui na seção de desenhos e lá estava ele! peguei e aluguei! e como gostei meu! as cenas em que o robozão #spoiler# detona a guerra na cidade são jóia...e o guri fazendo de tudo pro robo voltar a si são cenas perfeitas! e todos os personagens são bem feitos!! trabalho muito bem conduzido! me lembro que na antiga revista SET disseram que em alguns momentos a animação ficava beirando "á grosseria!" de tão rápido que foi feito o desenho... eu nunca vi essas tais cenas!?? recomendo também...vale a pena uma locação!!
uma hora ponho ele na locadora!

abração!! belo rewien!

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