sábado, 7 de novembro de 2009

Destaques:


Como seriam os jogos da Nintendo no cinema?











Pixar vs PDI/Dreamworks

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quem possívelmente dirigiria as franquias da Nintendo no Cinema?

o Gato ou o Quico?


Esta é uma idéia de post que já venho cultivando a um bom tempo, uma confraternização entre o mundo do cinema e o mundo dos games, no caso imaginar quais diretores seriam os mais adequados para dirigir supostas adaptações de games da Nintendo e da Rare para o cinema.

Pode-se dizer que a Nintendo é a produtora de jogos com as franquias mais clássicas e cultuadas da história dos videogames, portanto essa lista engloba seus games, assim como os de sua parceria com a Rareware, mas nem todas as franquias(e algumas nem franquias são, pararam no primeiro game) principais fizeram parte da lista, como Animal Crossing e Donkey Kong.

Sem mais delongas vamos à lista:


Earthbound, por Richard Donner


Earthbound é uma série RPG que se passa em época contemporânea, a história do jogo é sobre um garoto que vê um meteoro cair ao redor de sua casa e perto dele encontra um inseto que diz ter vindo do futuro a fim de impedir um vilão, Giygas, que irá destruir o planeta, o jogo tem muito bom humor e os personagens lutam com equipamento típicos de crianças, como Estilingues e tacos de Baseball.

Porque deveria ser feito pelo diretor de Os Goonies e Superman?


Jogando os jogos eu sempre achei que Earthbound lembra muito uma legítima aventura oitentista, Richard Donner tinha nos seus filmes esse clima que estou falando, Earthbound pareceria muito com o que ele fez com Os Goonies, um filme de aventura com uma molecada do barulho aprontando altas confusões com boa dose de comédia e ainda teria aquele clima de filmes de mistério sobre contato alienígena.



Metroid, por James Cameron e Ridley Scoot


Metroid é uma série de ação e exploração com visual inspirado nos filmes de ficção científica, geralmente nos jogos a personagem principal chamada Samus Aran(que muitos não percebem ser uma mulher humana devido a estar sempre de armadura durante os jogos), uma caçadora de recompensas, deve explorar um planeta gigante(ou que pelo menos resulta em jogos gigantes) e enfrenta seu principal inimigo, Ridley.

Porque deveria ser feito pelo criador de Exterminador do futuro e Avatar em conjunto com o de Alien e Blade Runner?

Pegar transformar aquele mundo de Metroid, de exploração de um planeta desconhecido pelo publico, em uma experiência 3D imersiva como será feita em Avatar seria sensacional, algo como elevar a sensação de se jogar Metroid Prime em primeira pessoa pela primeira vez quando a ultima lembrança da série foi um game 2D de Super Nintendo.

James Cameron tem a manha para criar cenários, efeitos visuais e mundos grandiosos e convincentes para seus filmes e Ridley Scoot tem sua importância e talento para o gênero da ficcção científica e inclusive sua criação, a série Alien foi uma das influências para a criação do primeiro jogo da série para o Nintendinho, a parceria entre esses dois só poderia garantir um filme porreta.

Frase de impacto do filme: "energy: 20"



The legend of Zelda, por Guilhermo DelToro


The legend of Zelda é "A" série de jogos da Nintendo. O que há em comum em todos os jogos é o protagonista, Link, os vários jogos contam de diferentes formas a lenda do herói do tempo que sempre salva a terra de Hyrule.

Porque deveria ser feito pelo diretor de Hellboy e O Hobbit?

DelToro tem o tato para filmes de fantasia, e Zelda é o ápice do gênero nos games, uma história épica do bem contra o mal seria uma boa com o diretor.

Frase de impacto do filme: "I'am Zelda".



Perfect Dark, por Wachowski Brothers


Perfect Dark é um game de tiro em primeira pessoa do Nintendo 64, a personagem principal é a agente Joanna Dark que se infiltra nos laboratórios da corporação DataDyne a fim de resgatar um cientista desconhecido chamado Dr. Caroll, sequestrado pela corporação devido a seus empecilhos às suas intenções obscuras, a partir daí dá-se toda uma trama mirabolante envolvendo uma raça alien.

Porque deveria ser feito pelos diretores de Matrix e Speed Racer?

A trama futurística e que envolve conspirações alienígenas combina com o tato para tramas que envolvem visual estilizado, perseguição e muita ação dos irmãos wachachá, não vejo ninguem melhor do que eles para transpor este universo para as telonas.

Frase de impacto do filme: "What a Hell was That?"



Pikmin, por Hayao Miyazaki


Pikmin é um jogo de exploração e principalmente estratégia iniciado no Gamecube, se passa em um planeta estranho e nele você controla um atronauta chamado Olimar(que é de outro planeta estranho) que sofreu um acidente e caiu nesse mundo e tem 30 dias pra reconstruir sua nave e sair de lá senão morrerá devido às toxinas presentes na atmosfera(toxina essa é o oxigênio, isso mesmo, genial), Olimar controla estas bizarras criaturas chamadas Pikmin que são fiéis e obedientes à ele no meio de um mundo hostil e selvagem habitado por outras criaturas bonitinhas, mas fatais.

Porque deveria ser feito pelo diretor de meu vizinho totoro e Ponyo ?

Convenhamos que o aspecto bizarro e amigável das criaturas do mundo de Pikmin lembram bastante os universos dos filmes de Miyazaki, até mesmo os fieis e obediantes pikmins lembram um bocado aquelas bolinhas pretas que apareceram em 2 películas do mestre (Meu Vizinho Totoro e A Viagem de Chihiro).

Ninguém melhor do que o bom velinho pra trazer às telas esse mundo que saiu da mentre de outro "fumado", Shigeru Miyamoto, seria um filme bem contemplativo, mostrando toda a beleza desse mundo louco e ainda trazendo cenas de batalhas loucas bem ao estilo do diretor, vide Princesa Mononoke.

Frase de impacto do filme: "whooooaaaa!".



F-Zero, por Timur Bekmambetov


F-Zero é uma série de games de corrida, foi começada no Super Nintendo sendo o primeiro game do console ao lado de Super Mario World, o personagem principal é o herói Capitão Falcon, típico defensor do fair-play nas corridas.

Porque deveria ser feito pelo diretor de O Procurado e Guardiões do Dia/Noite?

Não tem jeito, por mais bunda que possa ser o enredo de O Procurado, Timur mostrou habilidade na criação de cenas de ação mirablantes e isso é o que o filme de F-Zero precisa, mostrar corridas absurdamente velozes em cenários grandiosos e tudo de forma bem construída.



Eternal Darkness, por Frank Darabont


Que ser isso? um game da Nintendo lançado para o gamecube, é um suvival horror onde os personagens controláveis tem um medidor de sanidade que de acordo com como você joga pode ficar baixo e fazer o personagem ter alucionações sinistras, a protagonista é Alexandra Roivas que está na mansão de seu avô para investigar o seu bizarro assassinato devido a incompetência da polícia local o que a leva a achar um livro que conta histórias que vinham desde 2 milênios atrás envolvendo uma rede de intrigas onde uma raça desconheçida do homem provoca aos poucos a destruição da humanidade, você controla muitos personagens vividos em várias épocas da humanidade, como um centurião romano, um monge franciscano ou um soldado da primeira guerra.

Porque deveria ser feito pelo diretor de O Nevoeiro e À Espera de um Milagre?

Acho que Darabont tem o pique pra tratar de temas sobrenatuais de forma realista, demonstrou plena habilidade para lidar com suspense crescente e terror psicológico em O nevoeiro, assim como mostrar violência crua na medida certa, coisa que em Eternal Darkness é indispensável.

Sabe também criar um clima e construir personagem muito bem, coisa que é preciso quando se lhe dá com tantos em tantas épocas diferentes.

Frase de impacto do filme: "estou morto".



Doshin the Giant, por Steven Spielberg


Doshin the giant é um game inicialmente lançado para o Nintendo 64 DD(a extensão de disquetes) só lançado no Japão e que teve um remake para Gamecube na Europa, no game você controla Doshin, uma espécie de Deus para os habitantes de uma ilha com várias tribos, você deve ajudar a ilha a prosperar e protegê-la de catástrofes naturais e outros problemas além de tomar cuidado com seu imenso tamanho para não causar esragos já que ele varia durante o game devido a suas ações.

Porque deveria ser feito pelo diretor de E.T. e Jurassic Park?

Poucos sabem trabalhar o senso imaginativo no cinema quanto Spielberg já conseguiu, filmes como Contatos Imediatos, E.T. e a série Indiana Jones estão aí pra provar e só a diversidade dele poderia trazer às telas essa história louca de forma convincente, e claro, pra fazer a ilha inteira e um gigante só um diretor com tamanha competência para efeitos visuais poderá conseguir.



Yoshi's Island, por Andrew Stanton


Este excelente game é por muitos considerado um sidequest da série Mario e é provavelmente o que tem o enredo mais cinematográfico de todos, lançado para o Super Nintendo em 1995, conta a história de Mario e Luigi, ainda bebês sendo levados pela cegonha para a casa de seus pais que o aguardam, no caminho em pleno ar o bruxo Kamek realiza uma tentativa de sequestro que culmina no rapto de Baby Luigi e com Baby Mario caindo na ilha dos Yoshi's exatamente em cima de Yoshi(o clássico. verde.) inclusive com o mapa com o destino dos babys, Yoshi decide atravessar a Yoshi's Island para resgatar Baby Luigi e levá-los em segurança para seus pais.

Porque deveria ser feito pelo diretor de WALL-E e Procurando Nemo?

Andrew tem o pique para o épico, as duas animações que dirigiu(e possivelmente seu filme live-action, John Carter of Mars) são jornadas grandiosas, a primeira uma jornada através do oceano e a outra uma saga que vai desde o planeta terra até uma nave a anos luz de distância sabotada pelas máquinas.

Yoshi's island é bem isso, é a grande história por trás da mais famosa franquia dos games, é uma grande jornada através de um mundo louco, mas acima disso, uma jornada muito bem humorada, coisa que os filmes do Stanton bem são.



Conker's bad fur day, por Andrew Adamson


Conker's é um game recheado de violência e humor negro e é protagonizado por um esquilinho, o Conker do título, no game Conker depois de acordar num local estranho e com uma baita ressaca do dia anterior precisa descobrir como voltar a seu lar ao mesmo tempo que é perseguido pelo rei local que quer arrancar seu couro para consertar o pé de sua mesa(?).

Porque deveria ser feito pelo diretor de Shrek?

O jogo de Nintendo 64 já é uma sátira por si só a muitos filmes hollywoodianos como Matrix e O Resgate do Soldado Ryan, Andrew já demonstrou o potencial pra esse tipo de filme com os dois primeiros exemplares da série Shrek, se o filme tiver o mesmo tipo de gags e pique pra referencias tá beleza.

Frase de impacto do filme: "I'm not a Squirrel! I'm an Elephant!!!".



Star Fox, por Brad Bird


Star Fox é um game de nave e fala das aventuras do grupo de mercenários que estão sempre em missões espaciais a fim de defender Lylat System.

Porque deveria ser feito pelo diretor de Os Incríveis e O Gigante de Ferro?

É fato que os filmes de Brad Bird são muito estilosos, não sei porque mas seu estilo e tudo o que apresentou até aqui(e pretende apresentar com seu filme live-action, 1906) me leva a crer que ele faria um bom filme com estes personagens nonsense, clima de filme de ação(que demonstrou fazer muito bem com os incríveis) espacial e personagens carismáticos, sarcásticos e bem humorados.

Frase de Impacto: "You're good, but i'm better!!!".



Super Mario, por Stanley Kubrick


E por último a mais importante de todas as franquias Nistendo, Super Mario, que dispensa apresentações.

Porque deveria ser feito pelo diretor de 2001: uma odisséia no espaço?

A série é um mundo tão unico e desprendido de quaquer senso de realidade que só a mente de Kubrick poderia adaptar algo assim para o cinema. como? com base no que? não me perguntem, somente se esta possibilidade fosse viável teríamos esperança de saber.

ps: o filme com o Bob Hoskins e John Leguizamo é uma falha da Matrix.

Frase de impacto do filme: "Mammamia!".

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Enfim, é esse loucura aí, espero que tenha feito sentido, e sim, outras sugestões, teorias e hipóteses podem ser discutidas nos coments.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Trailer de Como Treinar o seu Dragão

Cris Sanders está de volta


Foi divulgado o trailer de Como treinar o seu dragão, novo filme da Dreamworks Animation dirigido por Cris Sanders e Dean DeBlois.

Cris e Dean são a dupla de diretores responsáveis por Lilo e Stitch, que desde seu lançamento em 2003 é provavelmente a melhor animação Disney ao lado de Irmão Urso e, ironia do destino, Bolt, projeto que outrora era de Sanders.

A saída dos diretores da Disney foi uma grande perda, não só pelo estúdio do mestre Walt perder 2 grandes artistas, mas também pelo fato dessa perda ter prejudicado o resultado final do filme, independente de no fim o resultado dele ter sido bem positivo.

Com a saída Sanders teve de abandonar um legítimo projeto seu que parecia trilhar um caminho bem interessante e incomum, não desmerecendo os feitos dos diretores substitutos de Bolt que fizeram um grande trabalho, Dean e Cris foram logo contratados pela maior rival da Disney no momento, a Dreamworks, e logo de cara já pegaram a direção de um longa que é o do qual falamos agora


Veja o Trailer com legendas:




Como treinar o seu dragão fala de um garoto vicking que na intenção de matar um dragão e mostrar seu valor acaba fazendo amizade com um deles e por perceber que são bem diferentes do que ele pensava, ao que parece esse filme interrompe a extensa lista de filmes de comédia excrachada da Dreawmorks, se bem que Kung fu Panda que só vi recentemente é um pouco um caso a parte(e eu o ignorei solenemente no post sobre as comparações da DW com a Pixar), e o design pelo menos das criaturas lembra o estilo pessoal de desenho do Sanders, vi comentários de que o dragão parecia bastante com o Stitch de Lilo e Stitch e concordo.

O filme terá exibição 3D e está programado para extreiar nos EUA durante o verão americano, espero que seja bom, o trailer não demonstra muito do potencial do filme, mas espero que Sanders e DeBlois tenham feito bons trabalhos.

ps: Christopher Mintz-Plasse, o eterno McLovin de Superbad dublará algum personagem que não sei quem é. lecal.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Trailer de O Fantástico Sr. Raposo

fantástico mesmo


O Fantástico Sr. Fox, filme citado no post sobre os principais filmes animados de 2010(que esqueçeu de Tá chovendo hamburguer), teve mais um trailer divulgado.

Trailer :




O trailer mostra algumas declarações entusiasmadas dos críticos sobre o filme(o que meio que alicerça a minha opnião de que o filme será um dos indicados ao OScar do ano que vem) e mosta mais ou menos o que esperar desta produção louca assinada por Wes Anderson(diretor que tem no currículo Os excêntricos Tenenbauns).

Fantástico Sr. Raposo é uma adaptação de livro de Roald Dahl, escritor do livro A fantástica fábrica de Chocolates, e conta a história de Sr. Raposo, uma raposa(era de se esprar) que levando uma vida pacata, resolve voltar a sua antiga vida de ladrão de galinhas.


Estou na expectativa por este filme a muito tempo, desde que foi anunciado a uns 3 ou mais anos atrás, achei a história muito legal e o misto de animação 2D e stop-motion me pareceu bem interessante, quando vi o visual dos personagens me veio aquele choque por ser bem diferente do que pensei, mas ficou bem bacana.

O trailer é bem legal e supriu minhas expectativa,s agora é esperar pra conferir, dia 4 de Dezembro o filme chega nos cinemas brasileiros e pelo visto nesse mês eu vou ter muito trabalho cinéfilo.

ps: aguardem, daqui a um tempo postarei minha primeira lista de previsões para o Oscar 2010 de melhor animação!

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sábado, 24 de outubro de 2009

Comparações entre a Pixar e a PDI/Dreamworks

fatality?


Mais um post com "imagens antigas", desta vez a clássica que compara os filmes da Pixar Animations Studios com os da PDI/Dreamworks, mas vamos a um papo mais sério sobre isto:


a tal imagem OLD da qual me refiro:



A imagem é uma ótima sacada e me fez rir absurdamente e de fato, exageros à parte, a imagem diz muito de verdade, só que quero livrar um pouco a cara da Dream.

Todo mundo sabe(ou alguns teimam em não admitir) que os filmes da Pixar estão artísticamente patamares acima dos da Dreamworks
Eles são confeccionados por artistas apaixonados por suas profissões, não que na Dreamworks a coisa não possa acontecer desta forma, embora seja visível que é uma empresa mais convencional e a Pixar foi meio que uma das pioneiras neste tipo de abordagem com relação ao ambiente de trabalho dos animadores(em torná-lo mais inspirador e confortável para os criadores) e como isto pode influênciar em seus desempenhos, especialmente se tratando desta área, de confeccionar filmes que visam divertir o seu público, além de dar mais liberdade criativa e voz a seus artistas, é inspirador saber que há um lugar onde os artistas tem domínio total sobre seus projetos.




Os filmes da Dream meio que parecem se apoiar mais em tendências e depois levá-las a filmes(talvez isso explique um pouco as suspeitas de cópia de idéias envolvendo ambas as empresas), começam "mais por fora do que por dentro", não querendo condenar a empresa, é a forma como ela trabalha e faz os animadores trabalharem, a Dreamworks pode nos trazer inspirações e momentos interessantes em seus filmes, mas convenhamos que não da mesma forma que a Pixar por conta disso.

É uma empresa que sua direção visa mais o lucro do que a originalidade das idéias, não que este não seja o objetivo da Disney como dona da Pixar, mas eles meio que vão no esquema "me passem a obra-prima de vocês da forma de vocês e nós descobriremos como vender o peixe DEPOIS" ao contrário da Dream.




Vamos um pouco em direção aos primóridos da Dreamworks: muito me animou a diversidade de seus primeiros filmes, vou citar 3 a título de exmeplo: AntZ, Shrek, Madagascar.

Eles mostravam formas diferentes de se fazer uma animação, AntZ(por aqui com o título constrangedor de FormiguinhaZ) foi uma animação legal, bem feita e que chamou a atenção de muitos por tratar muito bem de temas sociológicos num filme infantil.

Na época de seu lançamento a "algema popular" que prendia animação à filmes exclusivos para crianças ainda era muito forte, e mesmo com o lançamento de Toy Story, não foi suficientemente enfraquecida já que ele além de ser apenas um exemplo, ainda tinha um humor, embora inteligentíssimo, muito peculiar para causar este estranhamento.

AntZ é visivelmente diferente da safra atual de filmes da Dream embora tenha as particularidades que caracterizam o estúdio(as piadinhas infames e "fáceis", personagens mais "descolados" e a tentativa de a todo o tempo nos convencer de que é um filme voltado para um público jovem, embora aqui seja bem mais contido).

Seguindo AntZ veio Shrek que também é um bocado diferente do filme das formigas e parece mais com um filme convencional, as piadas e ironia com o mundo de fadas apoiaram uma boa história e o sucesso do filme deixou o estúdio em evidência.

Pulando O Espanta-Tubarões e chegando a Madagascar: chegamos à Dreamworks como ela é principalmente conhecida hoje, com filmes de mais humor pastelão e excrachado, com inúmeros personagens "massa" e "palhaços" dividindo a tela e muitas situações inusitadas. A partir de Madagascar os filmes da Dream pegaram meio que este padrão para todos, tirando claro, as continuações de Shrek embora até mesmo elas tenham sofrido desta influência.




O que eu tenho a dizer é que, embora limitados, os filmes da Dream em sua boa maioria divertem muito, não subestimam tanto a inteligência do público embora tenha um humor mais fácil e tem histórias minimamente interessantes, eles ainda são sinônimo de qualidade se tratando de animações 3D nos cinemas(ainda mais hoje em dia onde uma enxurrada delas dão as caras nos cinemas e algumas de qualidade bem duvidosa) não são revolucionários quanto a maioria dos da Pixar(isso mesmo, revolucionários) mas acima de tudo são bons desenhos, e isto é o mais importante, acima das comparações.

Acho que os filmes da Dream são despretenciosos e visivelmente tem uma pegada mais pop e "massa-veio", eu particularmente acho muitas virtudes nesses filmes e na forma como a Dream as faz, Os sem-floresta é o que eu tenho um carinho maior devido a suas excelentes gags visuais.




Há de se considerar que essa pegada dos filmes da Dream deixa a carreira do estúdio muito irregular, ao mesmo tempo que temos filmes divertidos, engraçados e exagerados como o já citado Os sem-floresta e Madagascar, temos outros não muito acima do razoável, como Monstros vs Alienígenas.


Dream e a Pixar apontam para direções opostas e o humor dos filmes da Dream é tão fácil e abrangente que é mais comum você achar gente que diz não achar graça nas finíssimas gags de toy story e achar genial as piadas de Os sem-floresta, talvez o motivo pelo qual a Dreamworks ultimamente anda conseguindo alcançar mais bilheteria com seus filmes que a Pixar.


E é isso.. parabendizo o criador da imagem, seja lá quem for, e digo que ela me fez rir e muito, mas convenhamos: Pixar sem Dreamworks não seria "tão Pixar"..

Saúde a ambas as empresas o/


ps: mais uma: o contra-ataque da Dream:




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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cinema-Crítica: Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino

Aldo Raine quer os escalpos

rindo do meu sotaque, engraçadinho?

Confesso que não sou nenhum fã do Tarantino e nem mesmo vi grande parte de seus filmes, mas vou falar particularmente de Kill Bill: eu acho legal mas um filme endeusado injustamente, não é a ultima gota de originalidade do mundo e nem é nenhuma obra-prima "do estilo" e muito menos um filme redondinho, do tipo que você não consegue tirar uma cena do lugar nem remover nada, é apenas um filme legal com idéias legais, mas que seu desenvolvimento, embora bom, não extrapolou "os limites do cinema cool"(se é que isso existe) em nada, além de suas doideras não soarem tão confortáveis e nisto engraçadas quanto deveriam.

Há quem diga que Kill Bill é o filme tarantino "puro", onde estão todos os elementos que fizeram a fama do diretor, e por isto eu tinha um bocado de birra com cara, Kill Bill é legal, mas tipo, legal de uma forma que um diretor qualquer com domínio de cinema e conhecimento dos generos cinematográficos que ele homenageia conseguiria fazer(por favor não me matem com uma adaga e entendam meu ponto de vista), não é um filme cinematograficamente profundo, não é tão diferente do que seria uma HQ contando a mesma história, Taranta não quebrou nenhuma barreira, não foi além, foi um bom realizador mas muito distante de "gênio" ou "autoral".

Ignorem o fato de eu não ter assistido aos(anteriormente) 2 filmes apontados como os melhores do diretor(Pulp Fiction e Cães de Aluguel), mas estou falando pela minha pouca experiência com as obras dele e a sua ultimamente mais cultuada(Kill Bill no caso), mas aí que entra Bastardos Inglórios, foi aí que eu vi onde o Tarantino pode chegar, e foi aí que vi que sim, ele conseguiu ser genial e pôde fazer um filme que o faça poder receber este crédito.



Bastardos conta a história do grupo de soldados note-americanos e um alemão(isso mesmo) chamado "Os Bastardos" liderados pelo Tenente Aldo Raine que durante os primeiros anos da ocupação Alemã em território Françês na segunda guerra mundial ganha fama por cruelmente executar nazistas e os escalpelar(como diz Aldo, ele quer 100 'escalpos nazistas' de cada um dos integrantes), paralelo a isto a judia Shoshanna Dreyfus busca vingança pelo extermínio de sua família pelo General Hans Landa, conhecido como "caçador de judeus".


Bastardos Inglórios não é só descolado, engraçado, violento, tanto graficamente quanto psocologicamente, e etc. ele eleva estes elementos, faz tudo parecer tão perfeito, tão bem encaixado, tão convicente que um público "totalmente conservador"(não tanto no sentido das imagens, mas na forma como o filme se comporta) pode assistir ao filme e não achar estranho em determinado momento num 'filme histórico' aparecer na tela um rabisco mostrando o nome do personagem e apontando sua posição, assim como 'diálogos improváveis' e outros "delírios tarantinescos". Tarantino achou o tom certo e o filme ficou irretocável, não só para quem já conhece o que se pode esperar num filme dele, mas também para alguém que nunca ouviu falar "deste maluco", ele mostrou não só aplicação de seu conhecimento enciclopédico sobre cinema, ele aplicou isto de sua forma, para o bem de sua obra e não a sobrepondo.. é algo como criar o Sonic por causa do Mario(o personagem Sonic foi criado pela SEGA em resposta ao mascote da Nintendo, desculpem, mas não achei exemplo melhor).

Explicando esta lambança aí: em Bastardos nós temos um filme único, que referencia outros filmes e gêneros, mas não se apoia totalmente nisto, ele funciona tanto para quem conhece os objetos de referência quanto para um "leigo" que está assistindo ao filme e nem percebe tais referências, pois o filme flui e funciona independente delas.



O filme também mostra uma desenvoltura narrativa impressionante, nós lhe damos com muitos personagens e mesmo assim o publico não fica confuso ou perdendo o foco dos acontecimentos, isto devido não só a forma como Tarantino apresenta os personagens, de forma forte e calma, em cenas como o capítulo 1 mas como também por esta mesma estrutura de capítulos ajudar o publico a captar a idéia de estar lhe dando com muitos "pedaços" e se ligar em ter atenção para contruir o "quebra cabeças".

Um ponto para se ressaltar é o humor do Tarantino ao criar a decupagem das cenas, repare nas cena onde temos Shoshanna à mesa com o diretor do filme O Orgulho da Nação e o ator principal e em determinado momento, depois de tomadas mostrando a tela passando pela mesa e pegando alguns personagens em primeiro plano, a cadela que se encontra sentada a ela(sim, isto mesmo) aparece da mesma forma que outros personagens.

Taranta brinca também com o que o publico espera dos clichês típicos de filmes, assim contruindo um clima ainda mais tenso nas cenas, como quando o Coronel Hans Lambda pede leite para Shoshanna ou mesmo na sua absurda risada na "cena do gesso".


O elenco do filme é afiadíssimo, a muito tempo(muito MESMO) não vejo um filme com tanta atuação forte dividindo a tela ao mesmo tempo, e isto vai desde a melhor personificação do filme, Christoph Waltz como o Coronel Hans Landa até o coadjuvante que tem sua casa vasculhada no início, todos afiados e atuando tão bem que o filme nos puxa mais ainda devido a sinceridade e realismo de suas personificações, até o Eli Roth não atrapalha.


e falando de elenco: [comentário pessoal] Mélanie Laurent é uma gracinha. [/comentário pessoal]


Vale ressaltar também o trabalho de fotografia do filme feita por Robert Richardson, cara que venho acompanhando seus trabalhos desde quando vi O Aviador(filme pelo qual venceu o Oscar de melhor fotografia), o melhor trabalho de fotografia que já vi em um filme. Em bastardos as tomadas são muito bem enquadradas e criativas, o trabalho da composição dos ângulos é uma das técnicas que mais admiro e nesse filme é um deleite mesmo neste aspecto. As músicas da trilha são muito bem empregadas, às vezes eu penso que tanto aqui quanto em Kill Bill o Taranta teve a idéia dos filmes, ou pelo menos a principal fonte de inspiração para o desenvolvimento deles escutando as músicas do Ennio Morricone tamanha a forma como eles são bem utilizadas.



O fim do filme é muito interessante e meio que prova onde Tarantino pode chegar em relação ao desprendimento do convencional e ao seu nível de visão narrativa, ele dá pano pra manga para discussões sobre liberdade criativa, ironia e as teorias de que Tarantino faz "universos maiores do que seus filmes", mas não posso falar mais por causa dos spoilers.


Este é o exemplo de filme onde por mais que se fale(e se perca tentando) você muito pouco chegará a mostrar o porque de sua grandiosidade, é cinema denso, criativo, e "puro". Bastardos é muito mais do que o 'filme do Tarantino' hiperviolento de caras arrebentando a fuça de nazistas e cortando os seus escalpos, é muito mais do que isto, e o mais importante, cinematograficamente(em toda a densidade que este termo poderia sugerir) muito mais do que isto.

Bastardos ao fim da sessão me fez sentir como nunca antes numa sala de cinema, senti que estava presenciando o surgimento de um genuíno classico, e a internet 'só' vai imortalizar minha afirmação que com o tempo provavelmente se tornará verdadeira.


Nota: 10,0

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pequeno Preview: Disney's Rapunzel

a próxima grande tacada da Disney



Rapunzel é uma animação muito aguardada pelos fãs da Disney e de animação em geral, foi o animado do estúdio com a produção mais longa e com mudanças conceituais e de equipe. Vamos aos principais pontos do que aconteceu durante a produção, principalmente nos ultimos 3 anos:


A Disney divulga a produção de Rapunzel, para quem não sabe(ha ha ha) é um conto dos irmãos Grimm sobre uma bela jovem presa numa gigante torre por uma bruxa, a única forma de se subir até o topo é por suas longas tranças e é o que um príncipe tentará fazer.




Assim como o projeto an american dog(que virou o filme Bolt) o filme está tendo um processo conturbado de produção, passando da técnica de animação(onde começou a ser desenvolvido em animação tradicional, depois passou para a 3D com o 'boom' na época de filmes nesta técnica(como Shrek, a
era do gelo...) mesmo com a nova política da Disney de voltar à animação 2D, continuou sendo produzido nesta técnica) até o estilo de história quando o filme seria uma sátira "ao estilo Shrek", até porque nesta época a Disney tinha acabado a sua parceria com a Pixar(mais tarde a Disney compraria a empresa), e este tipo de filme estava fazendo sucesso nos cinemas e voltou a ser uma história "padrão" das princesas Disney. Até o título passou de Rapunzel Unbrained para apenas Rapunzel.




Outros problemas surgiram em relação a direção, o diretor Glean Keane, animador veterano da Disney que estreiava na direção por este filme, sofreu muito com as mudanças de foco e tecnicas de animação e embora a introdução que apresentou, no estilo tradicional das animações Disney, tenha agradado a direção do estudio, não conseguiu dar boa continudade ao projeto devido aos prazos curtos.

Conclusão? depois de 7 anos trabalhando no projeto Glen Keane abandona a direção do filme e o cargo fica para Byron Howard(diretor de Bolt)




A sinopse oficial(por enquanto? hehe) por fim ficou assim:

"Rapunzel da Disney mostra os anos depois que a princesa, famosa por seus 70 metros de cabelos dourados, foi roubada do castelo de seus pais quando criança e aprisionada. Agora uma adolescente, Rapunzel foge e corre com um bandido, perseguido por seu sequestrador”.

fonte: Animatoons


Sim, está meio bizarro esta história, mas vamos ver...




Mesmo com todos estes problemas ainda há motivos para aguardar o projeto e ter esperança em coisas boas, Alan Menken volta ao tão esperado trabalho em um filme de princesas Disney que não acontecia a muito tempo(tudo bem que teve o Encantada, mas vamos pular este pois foi um misto com live-action), também tanto este filme quanto A Princesa e o Sapo são os trunfos do estudio na possível volta em alto estilo para a produção de animações 2D, se isto ocorrer será bom para os amantes da animação pois fará não só a Disney voltar a fazer o que sempre soube de melhor como também diversificará o mercado massivo de animações para cinema(convenhamos que todo maldito ano ver 95% das animações lançadas no mesmo estilo cansa e muito, a Disney seria uma alternativa forte)


Rapunzel está previsto para estreiar no Natal de 2010, 1 ano após a estréia de A Princesa e o Sapo.

Abaixo seguem as últimas imagens conceituais do filme, e estão muito lindas, diga-se:









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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Perfil em personagens humanos das principais redes sociais

há, muito massa!


Estava rodando a net e achei umas imagens bem bacanas, dizem que foram inicialmente postadas no Sedentário e Hiperativo, mas não achei o link original, elas são descrições de algumas das principais redes sociais da internet como se fossem personagens, cada um deles com suas particularidades que lembram cada uma das redes. enfim, aí estão :




Muito bacana, é bem como a gente as imagina inconcientemente hehehe



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